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Demonstração · curtailment eólico

Cortes de geração exigem decisões melhores.

Veja como a engenharia pode apoiar a previsão de restrições, a conferência de medição e o planejamento de manutenção num parque eólico.

Dados públicos do ONS e da CCEE, meia hora a meia hora, de um parque eólico do Nordeste. A demonstração mostra o método aplicado a um problema real. Não é o produto.

Sou empreendedor e me apaixono pela dor do cliente. Não parto de uma solução única. Estudo o problema com a sua equipe até achar a melhor solução para a sua operação.

Acesso restrito, com usuário e senha fornecidos pela Serra Pereira.

Aerogeradores e a geração de um dia, com o topo cortado Três aerogeradores giram e alimentam um painel. No painel, a linha tracejada é o que o parque podia gerar e a linha cheia é o que entregou. Numa janela do dia a geração fica achatada num limite, e a área hachurada entre as duas linhas é o corte.
  • o que podia gerar
  • o que entregou
  • corte

Por que importa

Três decisões que o gestor toma sem ver o que vem.

Quando a rede não escoa a energia, o ONS manda usinas reduzirem a produção. O corte custa geração e mexe na medição, na equipe e no equipamento.

  1. 01

    Vai haver corte amanhã, e de quanto?

    Sem previsão, a operação reage depois que o ONS manda reduzir. Com ela, planeja a equipe e o ativo antes.

    O método: previsão de corte para 48 horas com o erro medido fora da amostra, contra a referência histórica de 30 dias. O placar já foi refeito sobre o histórico de restrição eólica do ONS (abre em nova aba): a mesma série, com a velocidade do vento no lugar da irradiância.

  2. 02

    O valor apurado corresponde ao que o parque podia gerar?

    Quando falta dado de medição, a CCEE preenche por estimativa. A estimativa pode ficar abaixo da geração.

    O método: a regra de estimativa do anexo 7.2 do submódulo 2.1 da CCEE (abre em nova aba), aplicada ao histórico com o PLD de cada hora (abre em nova aba). A regra trata de medição faltante, não de fonte: vale igual para a eólica.

  3. 03

    Quando parar cada aerogerador?

    Calendário fixo ignora o estado do equipamento e a hora em que parar custa menos. Numa máquina que precisa de guindaste, a hora certa vale mais ainda.

    O método: regras de decisão por condição comparadas ao calendário, com intervalo de confiança. No parque eólico, a demonstração já leva cada preventiva para a hora em que parar custa menos, sobre a série pública do ONS do próprio parque. Com a usina restrita, parar só perde o que passa da folga do corte. O limite de vento para trabalho em altura e as taxas de falha entram com a fonte declarada.

O tamanho do problema

Na eólica o corte é maior, e o dado de vento falha menos.

Apuração da Serra Pereira sobre o conjunto público do ONS de agosto de 2026, registro a registro. Os arquivos são abertos: qualquer um refaz a conta.

  1. 51%

    dos registros de meia hora tiveram geração restrita

    São 1.055 usinas eólicas e 1,57 milhão de registros no mês. Todas as usinas do conjunto tiveram ao menos um corte. Na fotovoltaica, no mesmo mês, foram 34% dos registros e 560 usinas.

    Fonte: ONS — restrição de operação por constrained-off, eólica (CC-BY) (abre em nova aba)

  2. 0,7%

    dos registros têm falha no dado do recurso

    O dado de vento falha bem menos que o de irradiância, que sai inválido em 10,6% dos registros fotovoltaicos do mesmo mês. Isso muda o peso do argumento. Na eólica, o dinheiro está mais no corte em si do que na medição que falta.

    Por que isso importa: a conta que vale para o seu parque é a do seu parque. Este número é o retrato do setor, não a sua exposição.

    Fonte: conjuntos do ONS, eólica (abre em nova aba) e fotovoltaica (abre em nova aba)

  3. Mesmo formato

    O conjunto de dados é irmão do fotovoltaico

    Mesmas colunas, mesma granularidade de meia hora, mesma apuração, com a velocidade do vento no lugar da irradiância. É por isso que o método atravessa de uma fonte para a outra sem ser reinventado.

    O que muda de verdade: a física do parque e a manutenção da máquina. Aerogerador não é inversor, e nenhum número de turbina entra em tela sem fonte.

    Fonte: conjuntos do ONS, eólica (abre em nova aba) e fotovoltaica (abre em nova aba)

Como funciona

Prever para decidir antes, medir para corrigir depois.

A previsão não é o produto: é o modelo do processo. Ela existe para que a decisão seja tomada antes do fato, sob os limites do ativo, e conferida depois.

  1. 01

    Prever

    O corte das próximas 48 horas, com o erro medido.

  2. 02

    Comparar opções

    Cada hora à frente vira uma escolha com preço.

  3. 03

    Decidir sob restrições

    A opção que rende mais sem violar o limite do ativo.

  4. 04

    Medir resultados

    O que aconteceu é registrado e conferido.

    o que aconteceu volta medido e corrige a decisão seguinte
o que aconteceu volta medido e corrige a decisão seguinte

O que já vale para a eólica, o que está sendo preparado e o que entra com o dado do cliente

ÁreaJá vale para a eólicaSendo preparadoCom o dado do cliente
Previsão o conjunto de restrição eólica do ONS (abre em nova aba) tem o mesmo formato, e o placar de erro já foi refeito sobre ele a previsão de vento no ponto do parque, medida contra a estação do INMET mais próxima geração do parque, com clima e telemetria do cliente
Medição e CCEE a regra de estimativa do anexo 7.2 do submódulo 2.1 (abre em nova aba) não distingue fonte; o PLD (abre em nova aba) é o mesmo — relatório de origem de dados do SCDE e evidências de medição
Operação do parque a conta que separa corte por ordem de perda do ativo: a energia de cada estado é disponível menos entregue, e isso não depende da fonte; a última semana real do parque no ONS: o que podia gerar, o que entregou e o vento — SCADA do parque e os alarmes que o cliente já usa
Manutenção a preventiva na hora de menor perda, sobre a série real do parque no ONS e o PLD da hora, com o limite de vento para trabalho em altura e as taxas de falha de fonte pública a gestão por condição com o histórico de falhas do parque sinais reais das máquinas e ligação com a previsão
Conferência Excel e MATLAB refazem as grandezas publicadas, com o alcance declarado; o estudo de campo eólico já é refeito em MATLAB e em Python o pacote completo refeito para o parque eólico condições físicas do ativo real

A demonstração

Cada tela responde a uma pergunta.

Cada indicador mostra a origem do dado e o método. O que é simulado está marcado como simulado.

Desde setembro de 2026, a demonstração também responde o que a energia cortada pode virar, a que preço, em quanto tempo se paga, quanto tempo leva até produzir e quantas horas por ano opera. Tudo com a regra declarada, a planilha de fórmulas vivas para baixar e o acesso por usuário, com permissões por aba.

As imagens abaixo são da demonstração fotovoltaica, ou esquemas quando os números ficam só na demonstração. A versão eólica usa as mesmas telas sobre a série do parque eólico no ONS, e o estudo de campo dela já roda sobre o dado real.

  • Tela da demonstração fotovoltaica: panorama do corte de geração no Brasil, por usina e por época

    Imagem da demonstração fotovoltaica

    Onde e quando o corte acontece?

    O histórico público do ONS, por usina, por hora e por época do ano. O conjunto de restrição eólica (abre em nova aba) tem o mesmo formato do fotovoltaico (abre em nova aba), com a velocidade do vento no lugar da irradiância. Por isso esta tela troca de fonte sem trocar de método.

  • Esquema da tela da decisão: a energia cortada segue para quatro rotas pela regra declarada; na demonstração, a tabela traz investimento, paga em, sobra por ano e lucro na vida útil, em porcentagem do investimento

    Esquema · números na demonstração

    O que a energia cortada pode virar?

    Quatro rotas para a energia cortada (produtos industriais e armazenamento), na regra declarada na demonstração: segunda empresa e energia do parque a preço de custo. A tabela diz o que cada rota precisa vender, em quanto tempo se paga e quanto lucra na vida útil, em porcentagem do investimento.

  • Esquema da tela de prazo: fases de implantação por rota, com fonte ou pendência, o prazo mínimo conhecido e o paga em desde o primeiro desembolso

    Esquema · números na demonstração

    Quanto tempo até começar a produzir?

    Sete fases por rota, o que corre em paralelo e o caminho crítico, contados do primeiro desembolso. Prazo só onde há fonte pública; o resto fica como pendência. Por isso o total é mínimo, não previsão. O prazo entra no fluxo de caixa: juro até a primeira receita e o paga em contado dos dois jeitos.

  • Esquema da tela de horas: utilização em porcentagem do ano, horas, produção e energia de fora do corte, por rota e cenário

    Esquema · números na demonstração

    Quantas horas por ano cada rota opera?

    Utilização em porcentagem do ano, horas equivalentes, produção e a energia que vem de fora do corte, por rota e cenário. Onde é hipótese está escrito hipótese: os 100% não descontam indisponibilidade. A operação contínua de uma rota depende de uma reserva que cubra o maior hiato do histórico.

  • Esquema: 48 horas de previsão do corte num parque eólico, meia hora a meia hora — o corte realizado, a previsão feita antes e a referência de 30 dias

    Esquema · números na demonstração

    A previsão erra menos que a referência?

    O corte previsto contra o realizado, com o erro medido fora da amostra. O placar mostra também quando a melhora não é distinguível da referência — inclusive quando não é.

  • Esquema: a semana do plano de manutenção, meia hora a meia hora, com o custo de parar um aerogerador, a restrição do ONS, o dia do plano e a hora escolhida

    Esquema · números na demonstração

    Em que hora parar cada aerogerador?

    O plano fixa a semana da preventiva; a demonstração escolhe o dia e a hora. O custo de parar sai da série pública do ONS do próprio parque (o que podia gerar, o que entregou e se estava restrito) e do PLD de cada hora. Com a usina restrita, parar só perde o que passa da folga do corte. Três políticas com as mesmas visitas: o calendário de hoje, a regra que só usa o que já aconteceu e a referência com os cortes conhecidos. As contas são refeitas em MATLAB e em Python.

  • Tela da demonstração fotovoltaica: custo anual de manutenção da carteira simulada, degrau a degrau

    Imagem da demonstração fotovoltaica

    Quanto a gestão por condição poupa, e de onde vem?

    Uma carteira simulada, decomposta em degraus: frota organizada, resposta ao alarme, decisão por condição e previsão de corte. Com intervalo de confiança. Na versão eólica, as taxas de falha por subsistema vêm da literatura, com a fonte declarada. O quanto a condição poupa depende do histórico de falhas do parque.

  • Janela da verificação assistida em MATLAB, da demonstração fotovoltaica: etapas, scripts do pacote e as divergências em relação à plataforma

    Imagem da demonstração fotovoltaica

    Dá para conferir cada número?

    Planilhas e scripts em MATLAB refazem as grandezas publicadas. O pacote diz o que foi recalculado, o que usa predições exportadas e o que fica fora da conferência.

    A conferência acompanha o recurso: trocar o parque não dispensa refazer as contas.

Oportunidade futura

Armazenamento: o mesmo problema de controle.

O LRCAP de 2026 contrata disponibilidade de potência. O ONS despacha a bateria. O empreendedor recebe Receita Fixa, e a liquidação ao PLD vai para a CONCAP. Ao empreendedor cabe manter o ativo disponível, eficiente e saudável.

A regra alcança o parque eólico: a Portaria Normativa MME nº 136/2026 contrata armazenamento sem distinguir a fonte da geração. O sistema pode ficar no ponto de conexão do parque eólico (art. 4º, § 1º, II) e ser usado para mitigar excedentes e gerenciar restrições (§ 12). Os leilões são em 2 e 4 de dezembro de 2026.

Fora do leilão, uma bateria no parque pode guardar a energia cortada e entregá-la depois. No parque eólico, o corte se concentra no meio do dia, quando a geração solar inunda a rede. Às 9h, 96% dos registros do mês estavam restritos, contra 25% na madrugada. A bateria carrega na hora do corte e entrega quando falta.

Portaria Normativa MME nº 136/2026 (abre em nova aba)
A bateria carrega na hora do corte e entrega quando falta Um aerogerador carrega a bateria e as células acendem uma a uma. Depois a bateria entrega a energia à rede e as células apagam.
  • carrega na hora do corte
  • entrega quando falta

Contratação

A Serra Pereira não vende software. Vende conhecimento de controle e análise.

O que se oferece: a metodologia de cálculo de custo (a análise de investimento é um jeito de analisar custo), IoT e estratégias para a indústria, e principalmente como instruir a IA para a sua equipe construir a própria plataforma.

  1. 01

    Definir o trabalho

    O prazo vem depois, com o escopo na mão.

  2. 02

    A análise

    Onde a operação perde dinheiro hoje e qual é a melhor forma de investir. Os cálculos são refeitos fora do sistema e confrontados com a operação. Termina num número e num veredito, e o não também é entrega.

  3. 03

    A sua plataforma

    A sua equipe a constrói com IA, guiada pelo método, e ela roda no seu ambiente.

Como o serviço funciona no dia a dia

  • Escopo, não jornada. Entregas e marcos acordados, sem dedicação exclusiva e sem controle de jornada.
  • Acompanhamento. WhatsApp, e-mail e telefone, e reuniões online recorrentes na frequência que o cliente definir.
  • Reuniões presenciais mediante agendamento; fora do estado de São Paulo, o deslocamento fica por conta do cliente.
  • Infraestrutura. A plataforma roda no ambiente do cliente. O custo de servidor é do cliente, e o trabalho se ajusta ao que ele já tem.

Uso dos materiais

Scripts, planilhas e documentação produzidos no trabalho são do cliente.

Componentes preexistentes e bibliotecas de terceiros seguem as próprias licenças.

Próximo passo

Converse sobre o seu cenário.

Traga o problema da sua operação. As demonstrações eólica e fotovoltaica usam o mesmo método. O acesso é com usuário e senha fornecidos pela Serra Pereira.

Fabio Serra Pereira · Engenheiro mecânico · CREA-SP 5071933433

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